quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Um pequeno trecho dos corpos em suave movimento...











E não é apenas o ser humano que cria novas técnicas, mas essas técnicas também criam um novo homem, que constantemente é modificado, que fala e comunica novas línguas, que se confundem mesmo com a das máquinas. Um homem que não se “conecta” com os outros, que anda meio “desligado”, que parece estar ficando meio sem “energia”, como se estivesse “quebrado”. É que seus corpos agora parecem feitos de vidro, tanto por sua fragilidade, na eminência dos perigos de sua humanidade aos quais estão sujeitos, como por sua transparência, que parecem não abrigar mais nada, não ter nada mais de extraordinário a revelar. (p. 43)

*Bebendo aí na experiência (na pobreza ou na destruição dela) de Benjamin e Agamben 


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