segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Saudades de Oh linda!

Vou sentir falta de muitas coisas em Olinda. Dos meus vizinhos, que meio que me adotaram nesses três meses de convivência, D. Jesus, D. Luciana, D. Neide, Pollyana, Ismael e do João, que não podia ver a porta da minha casa aberta que corria e se entocava logo, querendo conversar, apertar todos os botões do computador ou simplesmente rodar na minha cadeira. De andar sem rumo pelas ruas do sítio histórico quando estava enfadado de ficar na frente do computador escrevendo. Dos sanduíches do Sargação, que eram meu quebra-galho altas horas da noite, quando estava com fome, e não tinha mais nada aberto pelas ruas. De comprar pão na padaria O Globo, o que era bem caro mesmo, mas o pessoal de lá é super gente boa. Do cuscuz com frango, queijo e bacon do Café do Carmo. Do almoço feito pela dona Zenaide, que por uma pena descobri só em minha última semana por aqui. Não posso deixar de falar também do Seu Luiz (Gonzaga), que era quem entregava o almoço pra mim todo dia. E das rápidas conversas que tínhamos durante as entregas, que me traziam lembranças muito boas do meu avô. Vou sentir falta até do Rio Doce/CDU e do seu incrível potencial de socialização entre as pessoas, que gastam um bom pedaço do seu dia (ou noite) no ir e vir de/para casa, e acabam trocando uma idéia. Conheci boas pessoas nesse percurso. Não falem mal do ônibus (menos nos horários de pico :P). Vou sentir falta das pessoas pelas ruas, que são solícitas, conversam com você, e até abrem a porta de suas casas para um estranho. Não posso deixar de dizer o quanto vou sentir falta do meu cafofo, que era bem pequeno mesmo, mas era bem agradável, e foi por morar nele que tive acesso a tudo isso aí.
*Morei em Olinda do dia 11 de março ao dia 17 de junho de 2012. E foi realmente um período muito feliz da minha vida...
**Texto escrito em 20 de junho de 2012
 


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